As carmelitas: a história da Escola Normal Carmela Dutra (ENCD) e o subúrbio carioca

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As carmelitas: a história da Escola Normal Carmela Dutra (ENCD) e o subúrbio carioca

Por Larissa Santana e Livia de Fátima (Graduandas Pedagogia/UFRJ)

As reformas urbanas em diversos campos da sociedade brasileira perduraram por diversos Governos. Durante os anos 1940, ainda se enfrentavam muitas problemáticas, principalmente com relação às áreas suburbanas e rurais como falta de saneamento básico, iluminação, segurança e educação. Consoante à ideia de que a nova geração, de dentro da escola, levaria os ensinamentos da higiene e da moralidade para a sociedade, iniciou-se a campanha pela ampliação do contingente de escolas e de professoras. Dessa forma, exploraremos aqui e nos post seguintes, a intrigante história da primeira escola normal do subúrbio, a Escola Normal Carmela Dutra (ENCD) e, também, os depoimentos de diversos sujeitos que já passaram por lá. Apesar do instituto se localizar no bairro de Madureira, na Freguesia de Irajá, sua proximidade e fronteira era com a Freguesia de Inhaúma, nosso maior foco na série de post, o que nos permite perceber semelhanças no desenvolvimento da cidade do Rio  além de influências entre as localidades. Como somente o Instituto de Educação, no bairro da Tijuca fornecia a formação de professores, decidiu-se criar uma nova escola no bairro de Madureira, onde mais se necessitava de atendimento, além de se considerar o fato daquela  localidade possuir uma malha ferroviária em expansão. É importante ressaltar que, apesar do bairro da Tijuca não estar no centro da cidade e não fazer parte da Zona Sul, sua composição socioeconômica era predominantemente de classe média, diferente das Freguesias de Inhaúma e Irajá. Essas, dentre outras diferenças, provocaram tensões na sociedade da época, que veremos mais adiante.

By | 2021-06-03T16:08:33-03:00 junho 5th, 2021|a escola na cidade, história das escolas|0 Comments

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