O movimento de ocupação estudantil

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O movimento de ocupação estudantil

Por Jéssica Azevedo e Scarlet Rocha (Graduandas IH/UFRJ)

… retomando as reivindicações do post anterior…

As ocupações também se opuseram ao Projeto de Lei Escola sem Partido (PL 193/2016) ou a chamada “Lei da Mordaça” por restringir a liberdade dos profissionais de educação. Ou seja, a PL tinha como preocupação as informações ideológicas passadas pelos professores aos alunos, por isso visava a neutralidade política e ideológica da educação pública, como se isso fosse possível ou desejável. 

Os alunos repudiaram a desconfiança que o autodenominado movimento Escola sem Partido buscou instaurar sobre os professores, entendendo que a suposta neutralidade no ensino não é real e que há sim valores sendo disputados em torno da formação do público escolar e, portanto, do futuro do país!

No dia 15 de novembro de 2016, no Discurso Sobre As Ocupações, os estudantes do Colégio Pedro II declararam: 

Nós lutamos pela nação brasileira que vem sendo ameaçada com um novo arrocho salarial. Nós lutamos pela saúde pública, também acessível e de qualidade. Nós lutamos pela educação. Não é impossível, não é utópico. Basta querer. Conhecimento é uma palavra rica e invejável. Deve ser acessível e vai ser. Nós não vamos deixar que o tornem mais escasso do que já é. O Pedro II Resiste. Os secundaristas resistem. A Educação brasileira resiste. Ao Pedro II Tudo ou nada?!…

(Discurso Sobre As Ocupações, 2016, pp. 3-4 https://www.facebook.com/1112698002162553/posts/1137760376322982/)

By | 2021-06-13T21:38:39-03:00 junho 10th, 2021|a escola na cidade, história das escolas, Memórias|0 Comments

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